As vendas relacionadas à Páscoa na Região Metropolitana do Vale do Paraíba (RMVale) devem registrar crescimento de cerca de 5% em 2026, na comparação com o ano anterior. A estimativa é do Sincovat, sindicato que representa o comércio varejista de Taubaté e região. A data é considerada uma das mais relevantes do calendário anual para supermercados e lojas especializadas em chocolates.
Apesar da projeção positiva, o principal produto da Páscoa chega ao consumidor mais caro. O preço das barras e bombons de chocolate acumulou alta de 24,68% nos últimos 12 meses, percentual bem acima da inflação média geral, de 4,92%. Segundo o sindicato, o aumento está relacionado à valorização do cacau no mercado internacional, o que impacta diretamente os custos de produção dos ovos de Páscoa.
De acordo com o presidente do Sincovat e vice-presidente da FecomercioSP, Dan Guinsburg, a tendência é que parte dos consumidores busque alternativas para contornar os preços mais elevados. A expectativa é de maior procura por produtos menores, como barras, bombons e biscoitos recheados, que utilizam menos chocolate e apresentam valores mais acessíveis. Ainda assim, o dirigente avalia que a data deve manter bom desempenho no varejo, favorecida por um orçamento doméstico menos pressionado em comparação ao início do ano.
Os dados do mercado de trabalho também indicam um cenário favorável para o setor. O comércio varejista de doces, balas e bombons encerrou 2025 com 841 empregados com carteira assinada na região, um crescimento de 2,7% em relação a dezembro de 2024. Na comparação com 2020, o aumento no número de vínculos formais se aproxima de 80%. Já o segmento de supermercados foi o que apresentou maior expansão, com a criação de 2.369 novas vagas formais apenas na Região Metropolitana do Vale do Paraíba ao longo do ano passado.
Em relação aos preços dos itens tradicionalmente consumidos na Páscoa, outros produtos apresentaram comportamento mais favorável ao consumidor. O arroz registrou queda de 23,51% nos últimos 12 meses. Entre os acompanhamentos, os preços da batata-inglesa recuaram 11,18% e os da cebola, 8,65%.
Os pescados, bastante presentes nas refeições do período, também tiveram variações abaixo da inflação. O preço da tilápia caiu 5,04%, enquanto a pescada apresentou recuo de 1,12%. O cação e a merluza ficaram 0,91% e 4,66% mais baratos, respectivamente. Já o salmão teve alta de 1,60%.
As projeções do Sincovat têm como base a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela FecomercioSP em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a partir de dados de faturamento informados pelas empresas varejistas.
Fonte: CBN Vale do Paraíba



